Achei muito interessante este tema !!!!
Adotar sem deixar de lado o passado
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Buscar informações sobre as origens genéticas pode trazer benefícios
Por Leonardo Hildebrandt
leomartinezh@yahoo.com.br
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Ter uma família, um ambiente de carinho e fraternidade para usufruir e festejar nos momentos de alegria e poder se abrigar e buscar proteção nas situações cruéis que todos experimentam em vida, é fundamental. A experiência intensa de possuir seres importantes ao redor supera e deixa sem valor o simples fato de existir semelhança biológica ou não. Encontrar exemplos de filhos muito bem adaptados em famílias das quais não foi gerado não é algo difícil. Entretanto, para muitos, isso não é motivo para tornar sem relevância a busca por se conhecer as origens genéticas.
Ricardo Fisher, presidente da Associação Filhos Adotivos do Brasil, que ajuda pessoas adotadas que desejam reencontrar seus pais biológicos, acha muito importante essa identificação. “Cerca de 90% dos filhos adotivos procuram seus pais biológicos para resolver a questão da rejeição, para tentar entender a sua história. Nem sempre ela é como a família adotiva conta. Uma razão importante da busca biológica é a rejeição que acontece dentro da família e também da sociedade”, diz ele.
Além de todos os preconceitos, que muitas vezes se tornam grandes traumas, essa grande parcela da população tem por diversas ocasiões o seu direito negado de conhecer os motivos e as circunstâncias que originaram suas vidas. Informações que hoje em dia, com os avanços da ciência, ganham tons de mais importância. “Também é uma questão médica, pois quando se vai ao consultório os médicos em suas avaliações perguntam dados da família e, sendo assim, quem foi adotado não sabe nada. Existem muitos casos de filhos que precisam de transplantes”, conclui Ricardo, que também é filho adotivo e realizou a experiência de encontrar sua família biológica.
Ricardo Fisher, presidente da Associação Filhos Adotivos do Brasil, que ajuda pessoas adotadas que desejam reencontrar seus pais biológicos, acha muito importante essa identificação. “Cerca de 90% dos filhos adotivos procuram seus pais biológicos para resolver a questão da rejeição, para tentar entender a sua história. Nem sempre ela é como a família adotiva conta. Uma razão importante da busca biológica é a rejeição que acontece dentro da família e também da sociedade”, diz ele.
Além de todos os preconceitos, que muitas vezes se tornam grandes traumas, essa grande parcela da população tem por diversas ocasiões o seu direito negado de conhecer os motivos e as circunstâncias que originaram suas vidas. Informações que hoje em dia, com os avanços da ciência, ganham tons de mais importância. “Também é uma questão médica, pois quando se vai ao consultório os médicos em suas avaliações perguntam dados da família e, sendo assim, quem foi adotado não sabe nada. Existem muitos casos de filhos que precisam de transplantes”, conclui Ricardo, que também é filho adotivo e realizou a experiência de encontrar sua família biológica.
Dificuldades para obter informações de seu passado
Não são raros os casos de instituições que negam o direito de acesso livre para obtenção e procura de dados históricos. Para os que veem nisso algo relevante e que buscam esse elo com o passado, o advogado Rodimar Silva da Silva garante a legitimidade de se obter essa resposta. “Toda e qualquer negativa de informação, seja ela comissiva ou omissiva, atingirá invariavelmente a esfera jurídica do interessado em saber sua origem, causando-lhe sem sombra de dúvida, danos à sua personalidade, seja nas diferentes esferas desta última (moral, emocional, relacional, entre outras), o que, em última análise, é passível de reparação”, afirma o advogado.
Segundo Rodimar, cabe à pessoa prejudicada intensificar a busca por seus direitos. “Em caso de sonegar estas informações, o agente causador da inviabilidade deve, de qualquer sorte, responder pelos seus atos, cabendo em alguns casos a reparação pecuniária por tal lesão”, explica.
Congresso vai discutir temas relacionados à adoção
No dia 25 deste mês, data em que se comemora o “Dia Nacional da Adoção”, a Associação filhos Adotivos do Brasil irá realizar um congresso em Porto Alegre com o intuito de discutir diversas questões relacionadas a esse tema tão difícil e complexo: os direitos do filho adotivo de ter informações sobre a sua documentação e dados da família biológica, como trabalhar a rejeição e a importância da preparação para a adoção tanto para pessoas que já adotaram como para as que pretendem realizar o ato, serão alguns pontos discutidos por especialistas.
Outro tema importante que será tratado, ainda não vencido pela sociedade, é o da discriminação. Atentando para o quadro social por nós vivido, pode se compreender a importância de processos de adoção como uma boa ferramenta social e, além de toda carga de preconceito, as barreiras e impedimentos não cessam. Temos hoje milhares de jovens vivendo nas ruas e em orfanatos pelo país, à margem de uma educação adequada e de carinho, e, ao mesmo tempo, várias famílias estão dispostas e são impedidas de adotar, por conta da morosidade que o excesso de burocracia gera, já que alguns processos para se obter uma guarda chega a durar até seis anos, o que faz com que muitas famílias desistam.
Não são raros os casos de instituições que negam o direito de acesso livre para obtenção e procura de dados históricos. Para os que veem nisso algo relevante e que buscam esse elo com o passado, o advogado Rodimar Silva da Silva garante a legitimidade de se obter essa resposta. “Toda e qualquer negativa de informação, seja ela comissiva ou omissiva, atingirá invariavelmente a esfera jurídica do interessado em saber sua origem, causando-lhe sem sombra de dúvida, danos à sua personalidade, seja nas diferentes esferas desta última (moral, emocional, relacional, entre outras), o que, em última análise, é passível de reparação”, afirma o advogado.
Segundo Rodimar, cabe à pessoa prejudicada intensificar a busca por seus direitos. “Em caso de sonegar estas informações, o agente causador da inviabilidade deve, de qualquer sorte, responder pelos seus atos, cabendo em alguns casos a reparação pecuniária por tal lesão”, explica.
Congresso vai discutir temas relacionados à adoção
No dia 25 deste mês, data em que se comemora o “Dia Nacional da Adoção”, a Associação filhos Adotivos do Brasil irá realizar um congresso em Porto Alegre com o intuito de discutir diversas questões relacionadas a esse tema tão difícil e complexo: os direitos do filho adotivo de ter informações sobre a sua documentação e dados da família biológica, como trabalhar a rejeição e a importância da preparação para a adoção tanto para pessoas que já adotaram como para as que pretendem realizar o ato, serão alguns pontos discutidos por especialistas.
Outro tema importante que será tratado, ainda não vencido pela sociedade, é o da discriminação. Atentando para o quadro social por nós vivido, pode se compreender a importância de processos de adoção como uma boa ferramenta social e, além de toda carga de preconceito, as barreiras e impedimentos não cessam. Temos hoje milhares de jovens vivendo nas ruas e em orfanatos pelo país, à margem de uma educação adequada e de carinho, e, ao mesmo tempo, várias famílias estão dispostas e são impedidas de adotar, por conta da morosidade que o excesso de burocracia gera, já que alguns processos para se obter uma guarda chega a durar até seis anos, o que faz com que muitas famílias desistam.
