segunda-feira, 30 de abril de 2012

Adotar sem deixar de lado o passado


Achei muito interessante este tema !!!!


Adotar sem deixar de lado o passado

Artigos

Buscar informações sobre as origens genéticas pode trazer benefícios

Por Leonardo Hildebrandt
leomartinezh@yahoo.com.br
imgestadao
Ter uma família, um ambiente de carinho e fraternidade para usufruir e festejar nos momentos de alegria e poder se abrigar e buscar proteção nas situações cruéis que todos experimentam em vida, é fundamental. A experiência intensa de possuir seres importantes ao redor supera e deixa sem valor o simples fato de existir semelhança biológica ou não. Encontrar exemplos de filhos muito bem adaptados em famílias das quais não foi gerado não é algo difícil. Entretanto, para muitos, isso não é motivo para tornar sem relevância a busca por se conhecer as origens genéticas.   
 
Ricardo Fisher, presidente da Associação Filhos Adotivos do Brasil, que ajuda pessoas adotadas que desejam reencontrar seus pais biológicos, acha muito importante essa identificação. “Cerca de 90% dos filhos adotivos procuram seus pais biológicos para resolver a questão da rejeição, para tentar entender a sua história. Nem sempre ela é como a família adotiva conta. Uma razão importante da busca biológica é a rejeição que acontece dentro da família e também da sociedade”, diz ele.
 
Além de todos os preconceitos, que muitas vezes se tornam grandes traumas, essa grande parcela da população tem por diversas ocasiões o seu direito negado de conhecer os motivos e as circunstâncias que originaram suas vidas. Informações que hoje em dia, com os avanços da ciência, ganham tons de mais importância. “Também é uma questão médica, pois quando se vai ao consultório os médicos em suas avaliações perguntam dados da família e, sendo assim, quem foi adotado não sabe nada. Existem muitos casos de filhos que precisam de transplantes”, conclui Ricardo, que também é filho adotivo e realizou a experiência de encontrar sua família biológica.
Dificuldades para obter informações de seu passado

Não são raros os casos de instituições que negam o direito de acesso livre para obtenção e procura de dados históricos. Para os que veem nisso algo relevante e que buscam esse elo com o passado, o advogado Rodimar Silva da Silva garante a legitimidade de se obter essa resposta. “Toda e qualquer negativa de informação, seja ela comissiva ou omissiva, atingirá invariavelmente a esfera jurídica do interessado em saber sua origem, causando-lhe sem sombra de dúvida, danos à sua personalidade, seja nas diferentes esferas desta última (moral, emocional, relacional, entre outras), o que, em última análise, é passível de reparação”, afirma o advogado.
 
Segundo Rodimar, cabe à pessoa prejudicada intensificar a busca por seus direitos. “Em caso de sonegar estas informações, o agente causador da inviabilidade deve, de qualquer sorte, responder pelos seus atos, cabendo em alguns casos a reparação pecuniária por tal lesão”, explica.
 
Congresso vai discutir temas relacionados à adoção  
No dia 25 deste mês, data em que se comemora o “Dia Nacional da Adoção”, a Associação filhos Adotivos do Brasil irá realizar um congresso em Porto Alegre com o intuito de discutir diversas questões relacionadas a esse tema tão difícil e complexo: os direitos do filho adotivo de ter informações sobre a sua documentação e dados da família biológica, como trabalhar a rejeição e a importância da preparação para a adoção tanto para pessoas que já adotaram como para as que pretendem realizar o ato, serão alguns pontos discutidos por especialistas.
 
Outro tema importante que será tratado, ainda não vencido pela sociedade, é o da discriminação. Atentando para o quadro social por nós vivido, pode se compreender a importância de processos de adoção como uma boa ferramenta social e, além de toda carga de preconceito, as barreiras e impedimentos não cessam. Temos hoje milhares de jovens vivendo nas ruas e em orfanatos pelo país, à margem de uma educação adequada e de carinho, e, ao mesmo tempo, várias famílias estão dispostas e são impedidas de adotar, por conta da morosidade que o excesso de burocracia gera, já que alguns processos para se obter uma guarda chega a durar até seis anos, o que faz com que muitas famílias desistam.

sábado, 28 de abril de 2012

Novo Grupo de Adoção em Madureira - Gupo Inclusivo


Convite



E com imensa alegria que nos servimos da presente para lhe convidar a estar presente a nossa reunião inaugural do Grupo de Apoio a Adoção Famílias Contemporâneas que se dará no dia 28 de maio de 2012 as 19:30 na sede da Igreja Cristã Contemporânea, localizada na Rua Carvalho de Souza, 30 – Madureira.



Grupo este incluso que tem como objetivo trabalhar as adoções homo parentais não havendo assepsia de pessoas, local onde iremos conversar sobre as nuances da cultura da adoção.



Sua presença em nosso evento muito nos horária.



A criação de mais um grupo de apoio à adoção e de suma importância para que mais pessoas saibam como funcionam os procedimentos para ser formar uma família por via da adoção.



E importante à existência de mais um grupo ou célula que aborde o tema da adoção em nossa sociedade para que com o tempo mais e mais pessoas saibam e conheçam a cultura adotiva para darem as crianças e adolescente uma família, um lar.



Sendo assim ficamos no aguardo de sua confirmação no evento.



Cordialmente Dália Tayguara







Contatos; coordenação:







Nós estaremos lá  !!!!!!!!!!!!!
 

segunda-feira, 9 de abril de 2012

17° ENAPA 2012 - Brasília - 07 a 09 de Junho de 2012.

 ENAPA -2012 -Informações e Inscrições


A 17ª edição do Encontro Nacional de Adoção acontecerá em Brasília, nos dias 7, 8 e 9 de Junho de 2012.


O Encontro servirá para reflexões sobre a realidade de milhares de meninos e meninas que moram em instituições de acolhimento em todo o país.

Quem tiver como participar  é uma ótima oportunidade para aprendermos e discutimos e encontrarmos soluções  para nossas crianças institunalizadas




sábado, 7 de abril de 2012

Campanha de Adoção - ANGAAD

Reportagem antiga -assunto atual infelizmente - Devolução em Adoção

IMPRIMIR

FAMÍLIA
Rejeitados
Sem família biológica, as crianças que moram em abrigos vivem à espera de uma segunda chance, a adoção. Mas o sonho vira pesadelo quando são devolvidas
PAULA MAGESTE
Colaboraram RENATA LEAL e JOÃO NAVES, em Campo Grande

''Minha mãe fugiu de casa com meus irmãos e meu pai foi atrás deles. Fiquei sozinho lá em Roraima. Acabou a comida. Um vizinho me levou com ele para uma fazenda. A dona me adotou, mas acabou me devolvendo. Depois apareceu um advogado, e eu fiquei feliz por ter uma nova família. Mas eles me devolveram também. Meu maior desejo é descobrir por quê. Eu tentei ser legal.''
J.R.R., 13 anos

Fotos: Alexis Prappas/ÉPOCA
Lúcia ficou três dias embaixo da cama, muda. Paulo passou um ano esperando que a mãe adotiva voltasse para buscá-lo. Ana caiu na prostituição. Kauã mergulhou nas drogas. Crianças de abrigos - órfãs, abandonadas ou retiradas dos pais biológicos pela Justiça -, Lúcia, Paulo, Ana e Kauã se encheram de esperança ao ganhar uma nova família, adotiva. Viram o sonho desmoronar em seguida, ao ser devolvidos às creches e aos orfanatos, sem aviso ou com uma explicação capenga. 'Não sei por que isso aconteceu. Acho que eu fui legal com todo mundo', diz J.R.R., inconformado com seu terceiro abandono.
A maioria das adoções realizadas no Brasil tem final feliz, e talvez por isso a sociedade ignore o drama daqueles que são exceção - os rejeitados. Não se sabe quantos eles são, uma vez que não se conhece sequer o número de crianças disponíveis para adoção no país. Falta um cadastro nacional que interligue as informações de cada comarca e das Comissões Estaduais Judiciárias de Adoção (Cejas). Além disso, a Justiça não reconhece o conceito de devolução. Perante a lei, toda adoção é irreversível, e devolver um filho adotivo é crime equivalente a abandonar um filho biológico. Mas existe uma brecha para que isso aconteça, durante o chamado período de convivência, quando os candidatos a pais têm apenas a guarda provisória da criança - essa fase pode durar mais de um ano.
Outras tantas devoluções acontecem no mundo das chamadas 'adoções informais', que representam metade de todas as que ocorrem no país, segundo pesquisa da psicóloga Lídia Weber, da Universidade Federal do Paraná. Nesse grupo estão crianças registradas por outras pessoas quando eram ainda recém-nascidas (o que se conhece por 'adoção à brasileira') e aquelas criadas por parentes próximos ou conhecidos que nunca regularizaram a papelada (chamadas 'adoções de fato').

Quando essas crianças são devolvidas, a Justiça as acolhe, mas não mantém registro. Sem casa, sem família e sem sobrenome, elas entram num rol nacional nada seleto: o dos cerca de 110 mil menores abrigados em instituições e considerados 'inadequados para adoção'. Os motivos mais freqüentes são documentação irregular ou idade - é praticamente impossível conseguir um pai e uma mãe para quem tem mais de 3 anos.
Traumatizadas por uma sucessão de rejeições, as crianças não contam com nenhuma estrutura que lhes dê suporte. 'O abandono é uma violência psicológica que geralmente deixa seqüelas incuráveis', adverte Sueli Damergian, doutora em psicologia. As crianças ficam com a auto-estima esmagada, com dificuldade de estabelecer vínculos e socializar-se. Podem ficar revoltadas, agressivas e desenvolver distúrbios mais graves. Ao perder o último fio de esperança, perdem também o apego a quaisquer valores. Calcula-se que um terço da população carcerária brasileira venha de abrigos, orfanatos e internatos.
#Q:Rejeitados - Continuação:#
Renato Macedo Santicholi, de São Caetano, em São Paulo, tem 20 anos e já foi preso duas vezes. Com 3 dias de vida, saiu do hospital com a família adotiva. Aos 10 anos descobriu por acaso que não era filho biológico do casal e ficou revoltado. A mãe morreu, o pai casou de novo e teve um filho. E tentou devolver Renato pelo menos três vezes. Renato foi para o crime. 'Depois desse outro filho, meu pai não teve mais amor por mim. Eu não existo', desabafa Renato, que tem um bebê de quase 2 anos. 'Vou fazer tudo pelo meu filho. Nem meu pior inimigo merece passar o que eu passei.'

''Eu tinha 20 dias quando minha mãe me deu para um desconhecido num ônibus. Fui parar numa instituição. Fui adotada quando era pequena, mas depois me devolveram. Depois fui adotada pelo dono de um bar, que era casado com uma prostituta. Eu tinha de acordar muito cedo, limpar o bar, arrumar a casa. E tinha de ficar esperta. Ele me espionava quando eu tomava banho. Eu vivia em pânico, apanhava muito. Há um ano fugi e fui procurar ajuda no Juizado, não podia mais ficar naquela situação. Acho que não dá para ficar calada agüentando tudo. A gente tem de denunciar, falar com a psicóloga do Juizado, contar a verdade.''
E.S.M., 16 anos
A juíza Maria Isabel de Matos Rocha, de Campo Grande, explica que a devolução é conseqüência de uma adoção mal construída desde o início. É preciso prevenir, preparando melhor crianças e candidatos a pais. Os especialistas também assinalam a importância do acompanhamento pós-adoção. As crises familiares costumam aflorar quando a criança entra em idade escolar ou na pré-adolescência, dois momentos em que questiona os pais e dá mostras de sua individualidade. 'Um candidato a pai bem preparado não devolve uma criança como se fosse uma lata de leite no supermercado', reforça o juiz Luís Carlos de Barros Figueiredo, do Recife. Autor de um livro sobre adoção internacional, Barros criou o Infoadote, programa de cadastramento e seleção de candidatos aplicado em 14 capitais.

Para tentar compensar as falhas do sistema de adoção, o que existe são entidades independentes e organizações não-governamentais. Uma das iniciativas mais bem-sucedidas são os mais de 70 Grupos de Apoio à Adoção (GAAs) espalhados pelo país. 'Há particularidades na filiação adotiva, questões em torno da origem e da carga genética da criança, os traços de personalidade que ela herdou e o questionamento que fará sobre sua história', alerta a psicóloga Maria Teresa Gimenez, do GAA de Rio Claro, em São Paulo. A psicanalista Gina Levinzon, da Universidade de São Paulo (USP), explica que é comum a criança testar os pais adotivos para saber até que ponto é desejada. 'Um segundo abandono confirma que ninguém a quer, que ela não pode ser ela mesma e que não deve confiar em ninguém.'


Em 2002, 4.066 crianças foram adotadas no Estado de São Paulo. Outras 89 foram para adoção internacional. Até fevereiro deste ano, eram 407 os menores adotados no Estado. Mais 10 mudaram-se para o Exterior
Além do afeto e da estrutura familiar, os rejeitados perdem o amparo financeiro. 'É preciso responsabilizar criminal ou juridicamente o abandono', defende a juíza Maria Isabel, de Campo Grande. Nesse sentido, o caso da menina Lúcia (a que passou dois dias muda embaixo da cama) pode servir de precedente para que outros devolvidos tenham o mínimo de respaldo. Adotada aos 2 anos e meio por uma família de classe média alta no Rio Grande do Sul, ela vivia em uma casa com piscina e quadra de esportes. Mas não podia sentar à mesa com os pais e os irmãos - seu lugar era com os empregados. Logo que completou 14 anos, seus pais procuraram a Justiça para devolvê-la, alegando que ela 'não correspondia às expectativas' e tinha 'índole de prostituta, como sua mãe biológica'. Quando menstruou, deram-lhe anticoncepcional injetável em vez de absorventes.
#Q:Rejeitados - Continuação:#
A equipe técnica que acompanhou o caso constatou que a guarda da menina ainda não havia sido convertida em adoção. Lúcia foi para um abrigo. Hoje, aos 20 anos, mora com uma tutora designada pelo Estado. Depois da devolução, Murilo Casimiro Matos, o promotor da comarca, designou um advogado para Lúcia e o instruiu a entrar com uma ação pedindo pensão alimentícia e indenização por danos morais. A pensão, vitalícia, já está sendo paga. Os danos morais ainda tramitam. 'Isso serve de alerta, pois muita gente não conclui o processo de adoção e devolve a criança quando ela cresce e deixa de ser engraçadinha', assinala Matos.
A situação dos devolvidos reflete um Brasil em que casais esperam anos na fila para adotar bebês recém-nascidos de pele branca e olhos claros, enquanto nos orfanatos sobram crianças negras, mais velhas, portadoras de alguma doença ou que tenham vários irmãos. Na Grande São Paulo, por exemplo, para cada criança de até 2 anos que está num abrigo há 36 candidatos a pais. Já na faixa dos 7 aos 10 anos, ocorre o inverso: há 13 crianças para cada pretendente.
Os GAAs amenizam um pouco essa desproporção: 71% dos pretendentes iniciam o processo de adoção desejando bebês. Depois do trabalho nos grupos, esse número cai para 65%. 'Damos subsídios aos pais para que revejam suas motivações, mas muitos vão continuar querendo um bebê, e isso tem de ser respeitado para não gerar devoluções no futuro', pondera Gabriela Schreiner, do Centro de Capacitação e Incentivo à Formação de Profissionais (Cecif). 'O desafio é unir o desejo dos pais à necessidade das crianças.'
''A gente era feliz. Ficava ansioso esperando a volta do meu pai adotivo do serviço. Ele chegava radiante, tratava todo mundo igual, até pensei que era tudo verdade. De repente a família resolveu ir para o Ceará, mas eu não estava incluído na mudança. Voltei para o orfanato. Não lembro dos meus pais verdadeiros. Acho que eles me largaram quando eu tinha uns 5 anos. Sinto muita saudade da minha família adotiva. Foi um sonho viver ali.''
G.S., 14 anos (à dir.)
Os devolvidos refletem também a inconsistência ou o equívoco na motivação dos candidatos a pais e mães. Lídia Weber, da Universidade Federal do Paraná, apurou que 63% dos casais recorrem à adoção porque não conseguem ter filhos biológicos ou perderam uma criança. O filho adotivo é um substituto. Assistentes sociais e psicólogas listam motivações ainda mais complicadas, como salvar casamento, pagar promessa e fazer caridade.
As justificativas dos pais para a devolução, por sua vez, chocam pela banalidade e pelo descompromisso. Uma menina abria a geladeira de noite sem pedir licença. Outra insistia em usar o nome antigo, recusando aquele dado pelos pais adotivos. Um garoto foi mandado de volta para a creche porque a nova mãe, que não podia ter filhos, conseguiu engravidar. 'Os pais chegam aqui responsabilizando a criança pelo fracasso da adoção. Como se a culpa fosse dela ou uma herança da família biológica', conta a assistente social Luziclaire Silva, de Campo Grande.
#Q:Rejeitados - Continuação:#
'As devoluções de hoje são reminiscências de um período em que o Estado não era tão cuidadoso, os pais não eram preparados e havia mais adoções ilegais', diz o psicólogo Fernando Freire, da ONG Terra dos Homens. Pedagogo e professor da Faculdade de Educação da USP, Roberto Silva discorda. Ele considera um retrocesso as modificações nos processos de adoção instituídas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de 1990. 'A adoção à brasileira, que era a forma mais simples de arrumar famílias para as crianças, tornou-se ilegal', lamenta Silva, consultor do Unicef para o Censo Nacional de Abrigos, prometido para este ano. O que as novas normas desconsideram, segundo ele, é que nas adoções à brasileira existe um vínculo afetivo, uma afinidade, e isso dificilmente desembocaria em uma devolução. Silva conhece de perto esse universo. Quando pequeno, foi deixado pela mãe numa instituição no interior, passou sete anos sem ser adotado - não se sabia sequer sua idade verdadeira - e foi parar em uma unidade da Febem.
Autor da lei que criou o Dia Nacional da Adoção (25 de maio), o deputado federal João Matos (PMDB-SC) critica o novo Código Civil. Diz que o processo de adoção é moroso e que falta unificar cadastros e procedimentos. Matos está articulando a Frente Parlamentar de Adoção, de onde sairá um projeto para uma nova lei. Uma das propostas é limitar a duração dos processos de adoção a nove meses, como uma gestação. 'É suficiente para um casal se preparar financeira e psicologicamente', explica. Outra providência seria equiparar a licença-maternidade de quem adota com a de quem dá à luz.
Apesar da morosidade da justiça, da falta de estímulos e benefícios e do orçamento apertado, sílvia e marcos carvalho não foram demovidos da idéia de levar para casa, um modesto sobrado em são paulo, quatro irmãos que haviam sido devolvidos a uma instituição das redondezas. a mãe adotiva disse às crianças que estava doente e que voltaria ao orfanato para buscá-las assim que se recuperasse. paulo, de 9 anos, passou 12 meses acreditando - e esperando. sua irmã samara, hoje com 8 anos, ficou revoltada. 'não gosto mais daquela mãe porque ela me devolveu, ué.' sílvia e marcos já tinham três filhos, de 19, 16 e 8 anos. depois de uma assembléia familiar, decidiram erguer uma laje e baixar o padrão de vida para receber as quatro crianças. 'agora eu não preciso mais sair de casa para brincar', comemora ana carolina, de 8 anos, filha biológica do casal. um caso raro de final feliz

Otavio Dias de Oliveira/ÉPOCA
A GRANDE FAMÍLIA
Reforma e orçamento apertado para receber os novos irmãos
Paulo, 9 anos, Samara, 8, Kauã, 7, e Shaiane, 5, perderam a mãe. Não sabem o que foi feito do pai nem por que foram parar em uma instituição. Acharam que tudo ia melhorar quando foram morar com uma família, mas dois meses depois foram devolvidos. A mãe adotiva prometeu voltar para buscá-los, mas nunca mais foi vista. Samara começou a ir mal na escola, Shaiane ficou revoltada, Kauã não entendeu nada. Paulo percebeu que tinha sido enganado. Após dois anos, foram morar com Sílvia, Marcos e seus três filhos. O casal acaba de descobrir que os quatro irmãos, na verdade, são 11. Não se sabe o paradeiro de todos
#Q:Conheça o filho adotivo de Tizuka Yamazaki:#

''É possível mudar''
A história de Fábio, adotado pela cineasta TizukaYamazaki
Mirian Fichtner/ÉPOCA
PERSISTÊNCIA Tizuka, com o filho Fábio, de 24 anos: 'Pensei em devolvê-lo, mas outro abandono o mataria'
''Não conheço minha mãe nem meu pai, não me lembro deles. Tinha 1 ano e meio quando fui abandonado. Era uma criança rebelde. No abrigo, você não sabe bem quem é, não tem identidade, não tem voz. Um orfanato é como uma cadeia. Ali, sofri até abuso sexual. Vim a fazer parte da família de Tizuka sobretudo pelo Ilya (filho biológico de Tizuka, hoje com 21 anos). Uma noite estava meio revoltado, no dormitório, enquanto as outras crianças dormiam. Pedi a Deus que me tirasse de lá. No dia seguinte a Tizuka visitou a instituição. O Ilya me olhou, coloquei-o numa carriola, daquelas de obra, e comecei a passear com ele. Ele disse a Tizuka que eu era o irmão dele. Foi um presente de Deus. O começo foi difícil. Mas a Tizuka e o Ilya transformaram minha vida.' A cineasta conta que não foi fácil. 'OFábio havia passado por um processo de adoção e tinha sido devolvido. Ele era rebelde, nos testava o tempo todo. Realmente, algumas vezes tive vontade de devolvê-lo. Amigos chegaram a me dizer que eu não era a responsável pelo que havia acontecido com ele antes, mas eu sabia que outro abandono o mataria. Uma vez, conversando com ele, xinguei sua mãe biológica por tudo o que ela o fez passar. Foi quando ele percebeu que a culpa não era dele. A criança acha que a culpa por não ter sido adotada é dela, quando na verdade é de um adulto que não soube aceitá-la.''
Revista Época

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Dia Internacional da Conscientização do Autismo - 02 de Abril

 
 
Crianças maravilhosamente especiais cheias de amor para dar , muitas aguardando seus pais amorosos as resgatarem nos abrigos ! Dê uma chance a si mesmo de possuir amor incondicional e repleto de realizações !!!!!
Vamos rasgar os preconceitos e nos informar !!!!!!!!!!!
Poema para Dia Mundial do Autismo – 2 de abril

Ame-me,
Por favor
Como eu sou…
Ame-me
Como você
Gostaria que eu fosse.
Quem me concebeu…
Não imaginou
Que seria assim tão duro…
Entender que vim autista.
Mas ame-me
Fale-me desse amor
Mesmo que eu não pareça entender
Mesmo que eu fuja e me refugie
Busque-me não deixe eu me perder…

Ame-me…
Como se visse em mim
A imagem e semelhança de ti
No espelho das águas…

Não se importe
Com minha falta de compreensão
Treine-me para entender o mundo
Mas acima de tudo
Ame-me…

Como se eu tudo entendesse
Como se eu não fosse um peso
Demonstre seu amor
Mesmo que eu não saiba
O significado da palavra…

Deus, eu posso sentir…
E creia que em meus sonhos
Eu te vejo e te amo…
Não me negue esse amor
Que enxerga além da matéria
Pois é dele que necessito…

E se nas horas que de ti eu exijo demais
Mesmo nas dúvidas constantes
Aquelas que você às vezes tem vontade de desistir
Por favor, não desista, mas Ame-me….